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01
Apr

Maior tragédia natural de Santa Cruz e Campo Redondo completa 36 anos; aluno do IFRN disserta sobre o assunto

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Uma tragédia que está marcada na cabeça das pessoas e na história do Trairi.

A Enchente de 1981, que hoje completa 36 anos, é um marco na região, que une Campo Redondo e Santa Cruz, na maior tragédia natural do Trairi.

Tudo começou no rompimento do açude Mãe D'água em campo Redondo, desaguando em Santa Cruz. Centenas de pessoas ficaram desabrigadas nas duas cidades, com um desastre maior para Santa Cruz que teve, praticamente, todos os bairros da época atingidos.

Mas, a reconstrução aconteceu e as cidades hoje crescem e se desenvolvem, graças a força do povo do Trairi. Para retratar melhor a tragédia, leia a seguir o artigo do estudante Nicacio Walisson, do IFRN, que desenvolveu um trabalho na instituição sobre a temática.

1° de abril de 1981: o dia de uma verdadeira catástrofe.

No dia 1 de abril de 1981, aconteceu um marco histórico na cidade de Santa Cruz: após uma semana de muita chuva, o açude de Campo Redondo, conhecido como açude "mãe d'água", rompeu-se  na tarde daquele dia.

No inicio da noite, a correnteza chegava furiosamente a cidade de Santa Cruz, para pegar de surpresa a população santacruzense. Mas graças a uma telefonista chamada Maria de Fátima da Silva, da cidade de Campo Redondo,  foi feita uma ligação para o prefeito de Santa Cruz, Hildebrando Teixeira; avisando que uma correnteza catastrófica estava chegando ao açude da cidade. O prefeito avisou imediatamente a população. Porém muitos achavam que era trote ou uma mentira qualquer, pois o dia 1 de abril é conhecido nacionalmente como o dia da mentira.

No entanto, o padre Monsenhor Raimundo, confirmou que o aviso era verdadeiro e que a correnteza iria romper a parede do açude de Santa Cruz. O prefeito enviou carros de som para andarem pelas ruas ordenando a população que evacuassem urgentemente de suas casas.

Infelizmente a enchente chegou com força a cidade, destruindo mais de 1000 casas, propriedades públicas e a ponte que liga ao bairro Paraíso. Cerca de 5000 pessoas ficaram desabrigadas, causando uma morte e um desaparecimento e ainda o transtorno e o trauma psicológico das pessoas ao verem suas casas sendo levadas pela água. A enchente também atingiu 14 torres de energia da CHESF, que foram danificadas, deixando o estado do Rio Grande do Norte ás escuras por uma semana." Só vi uma cena igual, em guerra" afirmou o ministro do interior, Mário Adreazza.

Com a solidariedade de todos, várias pessoas físicas e jurídicas, foi feito um grande mutirão incluindo ONG'S, instituições públicas e privadas e muitos voluntários; incluindo o rei Roberto Carlos, que enviou uma carreta com vários colchões para os desabrigados. minimizando  o sofrimento pelo qual muitas famílias estavam passando.

Creio que a enchente vai ficar na memória de cada pessoa que presenciou esse acontecimento e vai comover os leitores e ouvintes que tiverem acesso a esse fato ocorrido. Muitas vezes pensamos que enchentes, terremotos e furacões só acontecem em lugares distantes ou em outros países. Porem, estamos sujeitos a essas manifestações da natureza. Talvez nos peguem até de surpresa, como quase aconteceu em Santa Cruz, na década de 80. Devemos nos colocar no lugar dessas pessoas que estão passando por algo parecido, fazendo doações como fez Roberto Carlos e outros voluntários, por exemplo. Ah! Claro que não devemos nos esquecer da Mária de Fátima que, através de um telefonema, salvou milhares de vidas.

Nicacio Walisson

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Fotos do Blog Santa Cruz em Destaque de Edgar Santos

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