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05
Jun

Conselho Gestor da FACISA critica atual política orçamentária da UFRN e cobra nova política de distribuição de recursos

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O Conselho Gestor da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (FACISA), campus de Santa Cruz da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) publicou nota onde fez duras criticas a política de distribuição interna de recursos da universidade federal.

Intitulada "SOBRE O ANÚNCIO DE UMA MORTE", a nota afirma que a atual política de distribuição de recursos utilizada pela UFRN, aliada aos cortes constantes de recursos feitos pelo governo federal, tem dificultado a manutenção dos serviços no campus e alerta sobre até a possibilidade do fechamento do campus, caso a política não mude.

Na nota, o Conselho Gestor ressalta que em seminário de interiorização realizado no mês de março, os pró-reitores presentes no encontro alertaram aos dirigentes da FACISA que "precisavam tomar consciência de que a crise econômica era real, 'não era apenas na TV' e que 'sacrifícios eram necessários'".

No documento, os integrantes da FACISA afirma que sabem, por serem servidores da educação, que a "crise não é 'só na TV'", mas que "parece inadmissível que uma universidade pública realize demissões, cortes, reajustes e desmontes, prejudicando, e em alguns casos até mesmo inviabilizando, a realização de suas atividades fim, aceitando e reproduzindo o falacioso argumento de que são decorrências da 'crise econômica'".

O Conselho Gestor do campus Santa Cruz destaca que "'crises' não são algo contingente ou inesperado no sistema econômico capitalista. Ao contrário, são parte inerente e previsível do modelo vigente, apresentando função clara e específica em seu funcionamento (BRESSER-PEREIRA, 1993; CARCANHOLO, 2010). Portanto, 'a crise' trata-se de argumento falho e falso para explicar e justificar os cortes de recursos e investimentos".

Ainda na nota, a FACISA critica a atual política existente pelo Governo Federal, que tem sacrificado o desenvolvimento das atividades, mas destaca que "os trabalhadores da FACISA, técnicos, bolsistas, docentes e servidores terceirizados têm dedicado esforços para fazer avançar o projeto fundamental de interiorização do ensino superior público de qualidade, por meio de seus cursos de graduação e pós-graduação, especializações, atualizações, atividades de extensão e serviços de atendimento à comunidade, não apenas da região do Trairi, mas do interior do Rio Grande do Norte, da Paraíba e do Ceará".

A FACISA ainda lembra que seu orçamento está congelado desde 2014 e que a própria universidade tem feito repasses extras, mas que não fazem parte de matriz orçamentária da universidade, não havendo compromisso desses repasses continuarem. Ainda segundo a FACISA, pela atual matriz orçamentária da universidade, o campus local perdeu um terço de seus recursos para manutenção de atividades desde 2014.

Por isso, o Conselho gestor da FACISA cobra da reitoria e gestão da UFRN uma nova política de distribuição de recursos dentro da universidade, para que mais recursos sejam destinados aos campi do interior e fazendo que a política de interiorização seja mantida e ampliada.

Ao final da nota, o Conselho Gestor da FACISA cobra que "Ao invés de simplesmente repassar cortes, ainda que de maneira atenuada, reproduzindo a justificativa espúria de que "estamos em crise", pedimos que a Reitoria e Conselhos Superiores (CONSEPE, CONSAD e CONSUNI) modifiquem a política de distribuição orçamentária e organizem a resistência desta universidade contra estes ataques a seus trabalhadores, e ao direito e acesso ao ensino superior público de qualidade em todos os seus Campi; ou seja, que organize a luta por sua própria existência e seu projeto de construção e divulgação do conhecimento articulado à justiça social".

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