O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), confirmou nesta segunda-feira (19) que não assumirá o comando do Governo do Estado caso a governadora Fátima Bezerra (PT) renuncie ao mandato em abril, movimento já esperado nos bastidores políticos e que deve redesenhar completamente o tabuleiro eleitoral potiguar para 2026. 
Além de recusar a sucessão administrativa, Walter oficializou o rompimento com o projeto político liderado pelo PT e afirmou que estará no palanque do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que é tratado como pré-candidato ao Governo do RN. 
A decisão do vice-governador expõe a dificuldade da base petista em construir um palanque competitivo no Estado, sobretudo diante do cenário de desgaste da gestão Fátima e do desempenho ainda tímido do pré-candidato do grupo governista, Cadu Xavier (PT), que não conseguiu decolar na corrida eleitoral e aparece distante dos nomes que lideram levantamentos recentes. 
Nos bastidores, a avaliação é que o projeto do PT fica cada vez mais isolado, enquanto a pré-candidatura de Allyson ganha musculatura política com a chegada de uma das principais siglas do Estado, o MDB, tradicionalmente decisivo nas composições majoritárias.
Outro movimento que passou a ser observado de perto no cenário estadual é o do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, aliado estratégico que deu governabilidade à administração estadual nos últimos anos e que também poderá rever sua posição política nos próximos meses, ampliando ainda mais o esvaziamento do grupo governista.
Com isso, a eleição de 2026 no RN entra em uma nova fase: o MDB se reposiciona e fortalece o campo oposicionista, enquanto o PT enfrenta o desafio de reorganizar sua base e manter viabilidade eleitoral para a sucessão estadual.

